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Procurando Entre Os Mortos Aquele Que Vive

4 novembro 2014 / Reflexões, Vida Cristã / Comente

Por que buscais entre os mortos ao que vive! Lucas 24:5b

Esse texto me chamou a atenção hoje e eu pensei em quantas vezes procurei Jesus entre os mortos. Sim, eu sei que Jesus ressucitou, mas houve vezes em que eu O procurei entre os mortos.

Os últimos tempos tem sido um desafio à minha fé. Muitos períodos difíceis, barreiras quase intransponíveis, dificuldades nunca antes imaginadas. Ao mesmo tempo, nunca passei por uma fase de tanto aprendizado na minha vida com Deus. E, como vocês sabem, são raras as vezes (quando inexistentes) em que a gente aprende da maneira fácil.

Esse texto me fez lembrar de todas as vezes em que busquei a Deus em oração, mas sem um pingo de fé de que Ele realmente pudesse mudar a situação.
Orava, mas lá dentro, não tinha fé para crer que algo aconteceria.
Orava, mas lá dentro, tinha a impressão de estar falando com as paredes, de estar sozinha, de não estar sendo ouvida por ninguém. Meu clamor agoniado doía preso na garganta.
Procurando Jesus entre os mortos.

Mais a frente, nesse mesmo capítulo, podemos ler a história de dois discípulos a caminho de Emaús. Tristes, derrotados e sem esperança. Afinal, Jesus havia morrido, não é mesmo? O que mais eles poderiam esperar?
Mas o próprio Senhor andou com Eles, mesmo que os dois não pudessem perceber que era o próprio Salvador ali junto deles.
Andou com eles, explicou-lhes mais uma vez tudo o que eles já haviam ouvido antes, sentou-se à mesa, partiu o pão e abriu-lhes os olhos para a Salvação e a Esperança viva ali do outro lado da mesa.Eles até comentam:

Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?

Supper at Emmaus – Caravaggio

Jesus ressucitou. Venceu a morte de uma vez por todas!
Seus discípulos, ainda incrédulos por tanta alegria, puderam tocar as Suas feridas e testemunhar que o Salvador estava ali, mais vivo do que nunca.

The Incredulity of Thomas – Caravaggio

Quando a esperança fraqueja e a minha fé não é forte o suficiente, devo lembrar dessa verdade. Jesus caminha comigo, mesmo quando não O vejo, mesmo quando minha tristeza e falta de esperança estejam quase me dominando. Suas feridas são reais. O túmulo vazio é real. Seu amor por mim é real. Há esperança! Sempre!

Trazer essa verdade à tona e crer nela de todo o meu coração quando estou passando pelo deserto não é fácil. É como um exercício que exige todo o meu esforço. É um exercício diário, na verdade. Mas é assim que crescerei em fé e no meu relacionamento com o Pai.

Por que procurar entre os mortos Aquele que vive? Jesus não está mais pendurado naquela cruz, em agonia. Jesus não está mais envolto em tecidos, jazendo naquele túmulo bem fechado com uma pedra. Jesus está vivo no céu, intercedendo por mim junto ao Pai.
Minha Esperança é Aquele que  venceu a morte e que é Eterno.
Minha Esperança é Aquele que está VIVO!

 



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